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COVID-19 Tocantins

Cresce o número de mortes por Covid-19 entre pessoas que não tinham comorbidades

Em abril foram 517 óbitos, sendo que 230 eram indivíduos sem doenças relatadas. Grupo sem comorbidade está no fim da fila da vacinação e também precisa manter as medidas de prevenção.

10/06/2021 10h10
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Por: Redação Fonte: G1 Tocantins
Testes de coronavírus no Tocantins — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Testes de coronavírus no Tocantins — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O número de pessoas que não tinham nenhuma comorbidade e mesmo assim morreram por Covid-19 vem crescendo no estado. A Maria das Dores, por exemplo, tinha 50 anos e era saudável. Ela não tinha nenhuma doença do grupo de risco do coronavírus, mas se tornou uma vítima no dia 16 de maio.

"Ela era uma pessoa saudável e a gente não esperava que isso fosse acontecer. Foi uma coisa muito rápida", disse a irmã, Marcelina Rodrigues.

Todos os dias a Secretaria de Estado da Saúde divulga os dados da pandemia do Tocantins por meio desses boletins epidemiológicos. O relatório traz detalhes como se a vítima tinha alguma doença pré-existente ou não.

Os boletins do mês de maio trouxeram 331 mortes pela doença no estado. A cada dez óbitos, menos de quatro não tinham nenhuma comorbidade relatada. Nos primeiros nove dias de junho a porcentagem de quem não tinha doenças preexistentes subiu para 44%.

A mesma taxa do mês de abril quando os levantamentos trouxeram 517 mortes pela Covid-19, sendo 230 delas foram de pessoas sem doenças relatadas.

“Medidas restritivas e a vacina podem ser as respostas, pelo menos neste momento, para o mundo inteiro enquanto nós não temos certeza de que realmente a Covid é e o que faz em diferentes pessoas”, comentou a infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen.

A vacinação no estado está avançando e a primeira dose chegou para quase 20% da população. Só que as pessoas sem comorbidades estão no fim da fila da imunização. Por isso, os números deixam claro que não dá para descuidar.

"A vacina melhor é aquela que estiver no nosso braço. Qualquer uma delas é importante que seja usada por cada um, além de manter as medidas restritivas, como a higiene das mãos, o distanciamento, não aglomerar", disse a infectologista.

Quem teve que passar pelo luto ara o vírus faz o apelo. “Não pare para dizer assim: eu não tenho problema, eu sou saudável, não vou pegar isso. Vai sim. Isso que eu estou passando, essa dor que eu estou sentindo, essa falta muito grande, que vocês não venham passar por isso”, disse a Marcelina Rodrigues.

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