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O Tocantins registra três afogamentos no fim de semana e número de mortes passa de 40

Vítimas ficaram desaparecidas e corpos foram encontrados por bombeiros. Total de afogamentos neste ano já superou a quantidade registrada no mesmo período de 2019.

27/07/2020 17h54
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Por: Bárbara Kananda Fonte: https://g1.globo.com/to/tocantins
Foto Divulgação: G1 Tocantins
Foto Divulgação: G1 Tocantins

O Tocantins registrou três casos de afogamento durante o último final de semana. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as três vítimas não resistiram e acabaram morrendo após ficarem desaparecidas na água. Com os novos casos, o número de óbitos por afogamento este ano no estado subiu para 41, número superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo os dados da corporação, até o final do mês de julho de 2019 tinham sido registradas 33 mortes. Em todo o ano 57 pessoas morreram afogadas.

Os dados do Corpo de Bombeiros apontam que do total de casos de afogamento de janeiro a julho deste ano, 83% das vítimas eram homens. Dos 41 mortos, 72% sabia nadar. 

Os bombeiros explicam que os casos sempre aumentam no mês de julho, época em que os moradores costumam frequentar praias e fazer acampamentos com amigos e familiares. Neste ano o número cresce mesmo com a suspensão da temporada e festividades por causa da pandemia do novo coronavírus.

 

 

ÚLTIMOS CASOS

Dos casos registrados neste final de semana, dois ocorreram em Porto Nacional, sendo um no distrito de Luzimangues, e outro em Muricilândia.

O primeiro afogamento ocorreu no sábado (25), no lago de Porto Nacional. Segundo os bombeiros, testemunhas disseram que a vítima, Vanderlan Xavier da Silva, estava em um acampamento com mais três pessoas em uma ilha e ingeria bebidas alcoólicas. Durante a madrugada ele entrou na água e desapareceu.

Os militares encontraram o corpo por volta das 17h, após 3 minutos de busca no local indicado. A vítima estava a uma profundidade de 1,2 metros e 2 metros da margem do lago.

O outro caso, também no sábado, foi registrado em Muricilândia. Antônio Gomes da Silva pescava, no rio Murici, quando a embarcação virou e ele não foi mais visto. A vítima tinha 60 anos.

Já no domingo (26) Lucas de Sousa Alves morreu ao tentar fazer travessia do córrego Móia com amigos. O caso foi no distrito de Luzimangues. A vítima foi encontrada horas depois a cerca de 4 metros de profundidade e 50 metros da margem do córrego.

Em todos os casos equipes da Polícia Científica foram chamadas e os corpos foram levados para Institutos Médicos Legais (IML's).

 

PERFIL DAS VÍTIMAS DE AFOGAMENTO EM 2020

 

·         Masculino - 83%

·         Sabiam nadar - 72%

·         Correntezas - 63%

·         Rios - 62%

·         Distância da margem maior que 5 metros - 48%

·         Profundidade maior que 2 metros - 39%

·         Alcoolizados - 38%

·         Pescando - 29%

·         Embarcados - 25%

·         Pós-alimentação - 24%

·         Noturno - 23%

·         Comportamento de risco - 22%

·         Crianças - 18%

·         Acampamentos - 17%

·         Epiléticos - 14%

·         Transtorno mental - 13%

·         Praia oficial - 4%

Recomendações

Os lagos, represas e rios são os locais onde mais se registram afogamentos e os bombeiros orientam que grupos devem ficar sempre atentos para evitar acidentes e mortes. O banhista só deve entrar na água quando tiver certeza que o local é seguro.

É importante sempre ter colete salva-vidas, caixa de primeiros socorros, boias amarradas a um pedaço de corda e outros itens de segurança, todos à vista e em local de fácil acesso.

A corporação não recomenda: nadar e se afastar das demais pessoas, fazer brincadeiras de travessias principalmente em locais com correntezas, e saltar de elevações.

A atenção deve ser ainda maior com as crianças. Quem ingeriu bebidas alcoólicas não deve entrar na água para nadar. Em alguns casos, cordas, galhadas e alguns objetos flutuantes, como caixas-térmicas e garrafas pets, podem ser usados para socorrer vítimas, desde que o ajudante esteja em local seguro.

Em caso de afogamento o Corpo de Bombeiros deve ser chamado. O número de emergência é o 193.

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