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Estado é condenado a pagar R$ 220 mil à família de triatleta que morreu ao ser atingida por bote dos Bombeiros

Ludimila Barbosa Oliveira foi atingida pela hélice de um bote salva-vidas durante uma maratona em Palmas, no ano de 2018. Ela teve o pé esquerdo amputado, chegou a ficar internada na UTI, mas não resistiu.

03/08/2021 23h44
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Por: Redação Fonte: g1 tocantins
Ludimila morreu após ser atingida pela hélice de uma embarcação do Corpo de Bombeiros — Foto: Reprodução/Facebook
Ludimila morreu após ser atingida pela hélice de uma embarcação do Corpo de Bombeiros — Foto: Reprodução/Facebook

Na decisão consta que o Corpo de Bombeiros instaurou procedimento no qual se apurou que, embora tenha havido a colisão da embarcação com a atleta, não seria possível atribuir infração penal aos envolvidos, já que fatores climáticos não podiam ser controlados pela equipe de resgate, e a tempestade prejudicou a visibilidade dos militares.

O Estado também argumentou que a triatleta não usava touca com cores chamativas e que, no momento do acidente, ela nadava dentro da área reservada para o trânsito das embarcações.

No entanto, o juiz considerou que esse argumento e outros usados pela defesa, não afastam a responsabilidade civil do Estado, a que impõe à Fazenda Pública a obrigação de reparar o dano causado a terceiros por omissão ou por atos de seus agentes públicos, no desempenho de suas atribuições.

Acidente

O acidente aconteceu no lago de Palmas durante a 6ª etapa do circuito estadual de Maratona Aquática do Tocantins. Ludimila participava de competições desde o fim de 2017 e era professora no Centro Municipal de Educação Infantil João e Maria, da Prefeitura de Palmas.

Na época, o Corpo de Bombeiros informou que começou a ventar muito no decorrer da prova e que, após a metade do percurso, alguns atletas começaram a pedir ajuda. Dois chegaram a ser retirados da água e os militares resgatavam um terceiro quando perceberam que a mulher havia sido atingida pela parte de trás da embarcação.

A Marinha foi acionada e a polícia técnica foi ao local para periciar a lancha. A Federação Aquática do Tocantins disse que a provas respeitou as regras internacionais e nacionais de segurança na água e que todas as providências legais tinham sido sendo tomadas.

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